Isso aí é pura verdade e tu não tá sozinha nessa. Têm dias que os dias comuns são torturantes. E tu acha que vai ser um único dia e no dia seguinte se repete e se repete, mesmo quando tá um dia lindo lá fora e tua vista é muito mais legal que o bairro feio onde morava antes.
Parece até ingratidão pensar assim, mas que culpa a gente tem de quase ficar viciado em dopamina, planejando o próximo destino, o próximo passeio de final de semana.
Demorei pra abrir essa mas tô feliz por ter lido isso hoje. Aqui chove e tenho pensado nos hiatos também. Achei muito bonito e me bateu muito forte: "E nessas horas a localização geográfica não faz tanta diferença, porque a cabeça segue bem aqui, em cima do pescoço, e a vida humana não é um romance nem uma música nem um filme". Me lembrou um poema da Wisława Szymborska em que ela escreve que "o corpo é, é, é/e não tem para onde ir". O contexto do poema é talvez outro mas me faz pensar nesses momentos de estar cercada por montanhas e sentir a agonia inescapável de viver. Também acho que os hiatos sempre chegam e longe de mim romantizar sofrimento mas por sorte eles passam e sobra gente como tu e a intensidade bonita que transparece nas palavras por aqui. Mandando abracinhos daqui, tô com saudade. <3
TOP
Isso aí é pura verdade e tu não tá sozinha nessa. Têm dias que os dias comuns são torturantes. E tu acha que vai ser um único dia e no dia seguinte se repete e se repete, mesmo quando tá um dia lindo lá fora e tua vista é muito mais legal que o bairro feio onde morava antes.
Parece até ingratidão pensar assim, mas que culpa a gente tem de quase ficar viciado em dopamina, planejando o próximo destino, o próximo passeio de final de semana.
Texto f*da, tá? 👏🏼👏🏼👏🏼
Feliz que logo a gente vai poder compartilhar nóias existenciais pessoalmenteee <3
Até nas nóias a gente encontra boas inspirações, vai por mim! hehehe
Fernnado Pessoa - Tabacaria
Cês acreditam que essa semana mesmo comecei a ler Fernando Pessoa?
haaha que coincidencia boa!
Demorei pra abrir essa mas tô feliz por ter lido isso hoje. Aqui chove e tenho pensado nos hiatos também. Achei muito bonito e me bateu muito forte: "E nessas horas a localização geográfica não faz tanta diferença, porque a cabeça segue bem aqui, em cima do pescoço, e a vida humana não é um romance nem uma música nem um filme". Me lembrou um poema da Wisława Szymborska em que ela escreve que "o corpo é, é, é/e não tem para onde ir". O contexto do poema é talvez outro mas me faz pensar nesses momentos de estar cercada por montanhas e sentir a agonia inescapável de viver. Também acho que os hiatos sempre chegam e longe de mim romantizar sofrimento mas por sorte eles passam e sobra gente como tu e a intensidade bonita que transparece nas palavras por aqui. Mandando abracinhos daqui, tô com saudade. <3